Tecnologia e foco nos colaboradores

No quinto e último dia de RH Summit, Bianca Carmignani, head de Recursos Humanos da Nespresso Brasil, trouxe uma reflexão importante sobre Tecnologia e foco nos colaboradores. A curadoria da palestra foi feita por Marc Tawil, que participou de vários conteúdos do evento.

No quinto e último dia de RH Summit, Bianca Carmignani, head de Recursos Humanos da Nespresso Brasil, trouxe uma reflexão importante sobre Tecnologia e foco nos colaboradores. A curadoria da palestra foi feita por Marc Tawil, que participou de vários conteúdos do evento.

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A palestra foi iniciada com foco nos aprendizados obtidos durante a pandemia. É preciso ter uma jornada de aprendizado constante, com o objetivo de customizar e adaptar cada uma das práticas realizadas na empresa (antes da pandemia) para os diferentes públicos (durante a pandemia).

A partir dessa premissa, a Nespresso criou uma plataforma digital para que os colaboradores pudessem trabalhar de casa, atendendo os consumidores. O nome do projeto é Boutique em Casa, e o mais interessante é que ele foi uma ideia de um dos colaboradores da empresa.

A palestrante disse que a prioridade é a saúde mental de todos os profissionais. Foi preciso prepará-los, tendo em vista que eles estavam de ponta a ponta com os clientes do negócio.

Apesar das lojas não poderem abrir devido ao isolamento social, não houve demissões em massa, mas realocou os colaboradores em outras áreas para que eles pudessem aprender e desenvolver em outros contextos de trabalho.

A empresa, como um todo, teve que seguir o movimento dos consumidores. Ela passou todo o seu atendimento para a compra no e-commerce e não para a compra física, já que era impossibilitada pelas restrições.

Além disso, a Nespresso criou um canal de atendimento especializado para seus colaboradores com especialistas em diversas áreas, como financeira, jurídica e de saúde.

Outro projeto, Rodas de Parentalidade, realizado com pais e mães, contou com a inscrição voluntária dos colaboradores. Durante as conversas, diversas experiências foram trocadas e especialistas mediaram a promoção do diálogo.

Os gerentes de boutiques também foram chamados para um projeto, onde puderam desenvolver suas emoções. Assim, foram abordados tópicos como os desafios que estavam tendo com as equipes e diversos outros temas.

Além disso, a empresa fez uma pesquisa e identificou que os colaboradores gostariam que ela fizesse uma ação sobre saúde mental. Esse assunto precisa ser abordado nas empresas para quebrar estigmas e cuidar dos colaboradores.

A adesão dos funcionários foi muito grande, aumentando 70%. Alguns canais já existiam antes da pandemia, mas foram estimulados nos últimos meses.

Todas as práticas da empresa tiveram um olhar mais humanizado e participativo, contando com canais reformulados e uma comunicação ainda mais transparente.

As necessidades dos colaboradores foram tratadas de maneira personalizada, uma vez que foi constatado que os desafios de cada área da empresa eram bem diferentes. A maneira humanizada com que as diferenças foram tratadas fez toda a diferença.

As pessoas ficaram engajadas e foi possível realizar movimentos para que a aceleração da empresa fosse realizada por meio das ideias dos próprios colaboradores. As melhores contribuições receberam um investimento financeiro para que se concretizassem.

Em relação ao desafio da organização para conectar todos os colaboradores com o board da empresa, a palestrante contou que a comunicação foi fundamental para que todos estivessem na mesma página.

Foram realizados encontros virtuais com temas sobre resultados, treinamentos e notícias, e a empresa investiu em um canal de comunicação de saúde e bem-estar. Os colaboradores tiveram acesso a dicas de postura ergonômica no ambiente de trabalho e consultas com nutricionistas, por exemplo.

Inovações foram feitas por meio de dois movimentos: o primeiro em relação ao benchmark que a Nespresso fez com as práticas oriundas do exterior, e o segundo foi realizado com base na autonomia local que a Nespresso Brasil possui.

Todos nós somos consumidores que vão ter que se adaptar ao pós-andemia, assim como as lojas. Já os escritórios terão um retorno com formato híbrido. Isso já vem sendo percebido e conversado com os colaboradores.

O teletrabalho está sendo experimentado e muito bem-aceito pelos profissionais submetidos a esse regime. Outras modalidades, como o part-time e o home office, foram melhoradas e estão sendo evoluídas com base em dicas de produtividade e respeito à saúde e bem-estar.

Tudo isso é feito com o diálogo com os colaboradores por meio das lideranças. É preciso ouvir o que os profissionais têm a dizer para que a empresa continue tendo sucesso.

“As pessoas estão com um olhar mais voltado para lideranças humanizadas. Precisamos colocar as pessoas no centro de tudo” – Bianca Carmignani

A empresa também lançou um aplicativo com plataforma gamificada, com vídeos curtos e desafios para os colaboradores, podendo ser acessado de forma offline e on-line. Isso foi feito para levar mais desenvolvimento e inovação para a empresa e para os colaboradores.

Assim, o aprendizado foi muito grande. O mercado sofreu movimentos positivos e a preocupação genuinamente pelas pessoas foi sentida e tende a se manter no futuro.

Valores de adaptação a diferentes formas de trabalho, humanização nas relações, conexão e engajamento entre líderes e liderados e cuidados com os colaboradores fizeram com que os colaboradores buscassem se desenvolver ainda mais.

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