Precisamos de mais aprendizes e menos de eruditos – como desenvolver o talento que sua empresa precisa?

Daniela Diniz, diretora de conteúdo e relações institucionais da GPTW, trouxe para a manhã do último dia do RH Summit o tema Precisamos de mais aprendizes e menos de eruditos – como desenvolver o talento que sua empresa precisa?

Daniela Diniz, diretora de conteúdo e relações institucionais da GPTW, trouxe para a manhã do último dia do RH Summit o tema Precisamos de mais aprendizes e menos de eruditos – como desenvolver o talento que sua empresa precisa?

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A palestra girou em torno do novo conceito de trabalho, partindo do momento em que trabalhávamos por obrigação, até hoje, em que realizamos o trabalho por paixão e propósito.

O histórico é cumulativo. O trabalho é necessário, deve ter uma remuneração justa e ainda fazer sentido com os valores e propósitos do indivíduo.

A partir dessa mudança de comportamento dos colaboradores ao longo do tempo, as empresas tiveram que se adaptar às novas necessidades do profissional.

Atualmente, os profissionais buscam empresas flexíveis, criando as próprias startups, por exemplo. A questão da remuneração ainda é importante, mas não é tão significativa quanto a da qualidade de vida.

O plano de carreira estruturado não é mais tão desejado pelos profissionais, que buscam mais experiências, promoções e propósitos.

Além disso, o conceito de talento também foi modificado. Antes os talentosos eram os que faziam graduações em faculdades top de linha, tinham experiências profissionais e falavam várias línguas.

A grande questão é que o conceito mudou ao longo do tempo e se apresenta, atualmente, de uma forma muito mais holística. As soft skills e real skills são tão valorizadas quanto as hard skills.

A retenção foi retirada do vocabulário das empresas. O termo e o conceito foi modificado, e hoje falamos em permanência dos colaboradores enquanto a relação de trabalho fizer sentido para ambas as partes.

O tema central da palestra foi abordado como sendo a questão do conceito de talento e como as empresas vêm se relacionando com ele. O novo plano de carreira é aprender, desaprender e reaprender.

Hoje em dia, temos trilhas ou mapas de carreira, dando novas opções para que os talentos se desenvolvam nas empresas. É preciso renovar os aprendizados e os repertórios em ciclos mais curtos.

Cinco anos é o tempo médio das habilidades aprendidas atualmente. Isso faz com que os planos de carreiras, de maneira processual e hierarquizada, não combinem mais com a realidade atual. É possível ter múltiplas carreiras dentro de uma empresa, por exemplo.

65% das profissões que a geração Z vai exercer ainda não existem; os planos de carreiras não podem ser criados, pois nem ao menos sabemos quais possibilidades de carreira vão existir no futuro.

As habilidades necessárias vão mudar e, até 2025, a questão da automação vai eliminar 85 milhões de empregos no mundo inteiro. Enquanto isso, a nova divisão de trabalho entre máquinas, humanos e algoritmos deve criar 97 milhões de postos de trabalho.

Então, como fechar essa conta?

“É preciso de mais aprendizes e de menos eruditos!” – Daniela Diniz

Os talentos de hoje não são os mesmos de ontem. Hoje precisamos de profissionais que estão dispostos a aprender o tempo todo.

“Em uma época de mudanças drásticas, são os aprendizes que herdam o futuro. Os eruditos geralmente se encontram equipados para viver em um mundo que já não existe” – Eric Hoffer

Entre um erudito e um aprendiz, precisamos mais do aprendiz, pois ele está disposto a aprender, aumentar seu repertório e fará muito mais diferença para as empresas.

Atualmente, as empresas estão muito focadas em desenvolver e capacitar os seus talentos, especialmente os que estão na área de tecnologia. Amazon, Google e Walmart, por exemplo, já estão fazendo isso.

É muito mais produtivo ter um ecossistema de colaboradores que consegue se desenvolver e oferecer o que cada um tem de melhor. Isso traz uma equipe de múltiplas habilidades que suprem as demandas do mercado.

Além disso, a corrida profissional é muito mais longa; as pessoas estão vivendo mais e trabalhando mais. Por isso, é importante pensar menos em cargos e mais em experiências e aprendizados. Essa é a nova forma de se relacionar com os talentos.

Ao final da palestra, Daniela fez uma provocação em forma de questionamento para os espectadores:

“Quais experiências você está oferecendo?” – Daniela Diniz

É importante proporcionar uma boa experiência para os candidatos nos processos de seleção, na chegada do profissional com onboardings mais personalizados e ainda, na saída, que precisa ser focada pelas equipes de RH.

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