Papel do RH como guardião da cultura

O primeiro dia do RH Summit contou com a palestra Papel do RH como guardião da cultura, com o palestrante Renato Navas, co-founder e head of people success da Pulses. A palestra teve como intuito esclarecer qual é o papel do profissional de RH dentro da estrutura da organização.

O primeiro dia do RH Summit contou com a palestra Papel do RH como guardião da cultura, com o palestrante Renato Navas, co-founder e head of people success da Pulses. A palestra teve como intuito esclarecer qual é o papel do profissional de RH dentro da estrutura da organização.

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Para isso, foi abordado o papel estratégico que o RH deve ter dentro das empresas e como ele vem se remodelando com o passar do tempo, observando de que forma os profissionais dessa área devem se preparar para isso.

Sobre esse lugar estratégico do RH, foi compartilhado a necessidade da área em ter uma visão de negócio, do que está acontecendo, gerando proposições sobre os pontos de vista em relação à realidade.

O lugar estratégico pode ser caracterizado pelos seguintes pontos:

  • Ser consultor de produtividade, além de apenas pensar em políticas de promoção para a criação de um lugar agradável para trabalhar e o empoderamento de líderes. Dessa forma, cabe ao RH buscar formas de apoiar o negócio para a geração de valor, ter proximidade com os líderes, propor conversas de alto nível, formular confrontações dos motivos pelos quais as coisas acontecem de determinada forma, a crença e a proposição dos valores. O profissional de RH precisa ter as melhores práticas para oferecer soluções a esses líderes, independentemente do nível hierárquico.
  • Ser guardião da cultura. A cultura da empresa precisa estar a serviço da estratégia e da execução, sendo o “jeito de ser” da organização, pautada em valores e crenças. Cada integrante da organização deve ser um representante dessa cultura, lembrando que tudo que é alterado estruturalmente impacta a realidade empresarial, o dia a dia das pessoas e a forma como elas se sentem. Então, deve ser analisado se esse impacto é realmente interessante.

O RH deve, portanto, ter um olhar de distanciamento, com diversos pensamentos em mente, para que sejam formuladas questões ainda pouco claras para os colaboradores.

Renato Navas ainda comentou sobre o fato de que performance e engajamento são consequências. Caso a mira esteja nelas, pode ser que algo seja esquecido. Ele apontou a necessidade que o RH precisa ter em entender de que forma a cultura interfere na estratégia, além de saber da própria cultura e ser um excelente comunicador, a fim de que assim seja aceito e conquiste um lugar de credibilidade.

“O RH precisa ser escutado, mas precisa sair de terminologias que só ele entende e falar de números” – Renato Navas

Na palestra ainda foi abordada a questão de que o RH precisa se posicionar, dominando as estratégias do negócio, visualizando os números e os analytics e, ao mesmo tempo, entendendo o comportamento humano, que sofre grandes impactos pelas decisões estruturais tomadas (como pela mudança de hierarquia, expansão no controle de lideranças, escolha dos líderes e interação com o cliente).

Também foi apontado que uma empresa existe para ter lucro, e, assim, pensar em como atrelar o desejo organizacional em ser sustentável com o desejo das pessoas em permanecer na empresa para além da questão salarial.

Assim, o RH precisa compreender que o propósito das pessoas e da organização são caminhos paralelos ao de desenvolvimento.

 “O quanto do que o RH fala ecoa nas lideranças?” – Renato Navas

Durante a palestra, ainda foi mencionada a lógica da transversalidade em três eixos: a cultura, a liderança e os dados. O RH precisa focar em uma tendência, farejar continuamente o que se passa na organização, analisando, cruzando e interpretando tais dados.

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