Liderança inspiradora – ações simples que geram grande impacto e o papel dos líderes no desenvolvimento dos seus times

Cauê Oliveira, diretor e sócio da Youleader Brasil, realizou uma palestra muito importante para empresas, colaboradores e principalmente para líderes. O tema foi Liderança inspiradora – ações simples que geram grande impacto e o papel dos líderes no desenvolvimento dos seus times. 

Cauê Oliveira, diretor e sócio da Youleader Brasil, realizou uma palestra muito importante para empresas, colaboradores e principalmente para líderes. O tema foi Liderança inspiradora – ações simples que geram grande impacto e o papel dos líderes no desenvolvimento dos seus times.

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Todo líder sonha em alcançar uma liderança inspiradora. Para isso, eles precisam desempenhar um bom papel no desenvolvimento dos times e ter atitudes que podem transformar a percepção das pessoas em relação ao ambiente de trabalho.

Construir um ótimo local de trabalho é muito importante em tempos de diversidade e inclusão. É preciso deixar de lado o pensamento de que estar na média é o suficiente. Uma pessoa com os “pés no gelo e a cabeça no forno” tem uma temperatura corporal média, por exemplo.

As empresas que são ótimos lugares para trabalhar ensinam muito para o mundo corporativo. Elas mostram o que os grandes líderes têm feito para que os colaboradores realmente acreditem que estão trabalhando nas melhores organizações.

Os três principais pilares das empresas são: finanças, clientes e processos. Eles são muito importantes e realmente fazem toda a diferença para o sucesso das empresas, mas o que realmente influencia a obtenção dos melhores resultados é o pilar PESSOAS.

As pessoas são o principal tesouro de uma empresa e devem ser tratadas como tal. Elas vão embora no final do dia, seja em um ambiente presencial, seja em um ambiente remoto, mas precisam querer voltar para o trabalho no dia seguinte.

O líder precisa fazer com que elas desejem retornar ao trabalho por meio de uma coisa chamada salário emocional. Ele deve fornecer reconhecimento, ter um olhar empático e humanizado e ter atitudes que realmente demonstram inspiração e confiança nos colaboradores.

“Tratem as pessoas como se elas já estivessem fazendo a diferença, e elas farão!” – Jim Goodnight

O líder tem que pensar na lei do retorno e agir de maneira empática e humana. É claro que ele vai precisar cobrar resultados, mas isso deve ser feito sem confundir cobrança com estresse e pouca saúde mental.

Um dado que indica isso é que as empresas premiadas no Great Place to Work (GPTW) obtiveram um faturamento de +9,3% no ano de 2020, enquanto o PIB do Brasil caiu -4,1%. Isso demonstra que, mesmo em tempos de pandemia, as melhores empresas ainda conseguem obter bons resultados.

O reflexo desse resultado também gerou impactos na bolsa de valores. A B3 firmou uma parceria com a GPTW para lançar o índice de melhores empresas para trabalhar. Segundo o artigo do jornal Valor Econômico, o objetivo desse índice é dar visibilidade às companhias que têm uma atuação socialmente responsável.

Ainda sobre a questão de valorizar as pessoas, o palestrante trouxe o exemplo da Disney, que tem como um de seus propósitos transformar clientes em fãs. Para fazer isso, primeiro é preciso encantar os colaboradores.

“O encantamento do cliente externo é consequência do encantamento do cliente interno” – Filosofia Disney

Se não houver um trabalho focado em encantar as pessoas de dentro, a empresa nunca vai conseguir encantar quem visita o local. Inclusive, as pessoas que trabalham na Disney não são consideradas colaboradores, mas membros do show. Isso vale para todos, desde quem interpreta os personagens até quem frita os hambúrgueres.

Chegando a um outro momento da palestra, foi abordada as questões da influência dos processos para o sucesso das empresas. É preciso que as lideranças inspiradoras não utilizem a tecnologia e os processos como fim, mas sim como meio. O foco nas pessoas é o mais importante!

“A revolução não acontece quando a sociedade adota novas ferramentas. Acontece quando a sociedade adota novos comportamentos” – Clay Shirky

Mais que fazer um bom uso de ferramentas e processos, as pessoas devem ser inspiradas a trabalharem em equipe de maneira colaborativa.

Um exemplo disso é a troca de pneus na Fórmula 1. A equipe RBR leva 1,08 segundo para trocar quatro pneus durante uma corrida.

Isso é feito por meio do trabalho conjunto dos colaboradores para achar as melhores soluções e executar tudo da melhor forma possível. Para isso, eles precisam estar motivados e engajados.

Conseguir que os profissionais trabalhem dessa forma depende de como eles passam pela sua jornada de experiência na organização. Ter uma boa experiência durante toda a jornada, passando pela atração, recrutamento, integração, desenvolvimento, engajamento e transição, faz toda a diferença.

Além disso, mais do que ouvir as pessoas, é preciso olhar atentamente para identificar as práticas que a empresa realiza. As práticas culturais dependem de três aspectos muito importantes.

O primeiro deles é como a empresa atinge seus objetivos. Para atingi-los, é preciso inspirar os funcionários, falar a verdade para todos eles e ainda escutar os colaboradores com sinceridade.

O segundo ponto são as pessoas que dão o melhor de si. Elas só fazem isso quando o líder agradece pelo bom trabalho realizado, desenvolve-as e cuida delas.

Por fim, outro aspecto muito importante é a questão do trabalho em equipe. Ele acontece quando as contratações também tem como foco a adequação do profissional à cultura da empresa. Além disso, os resultados devem ser compartilhados e as conquistas devem ser celebradas.

Todas essas competências de um bom líder fazem com que ele seja valorizado pela equipe – e o melhor, consiga a confiança do seu time. Quando isso acontece, todos dão o melhor de si e fazem com que a empresa tenha ainda mais sucesso.

O palestrante deixou claro alguns comportamentos e habilidades que os melhores líderes têm em comum: um propósito claro dentro da empresa e a valorização das pessoas. Esses dois pilares são vistos nos melhores líderes de todos os ramos do mercado.

“Quem tem ‘porquê’ enfrenta qualquer ‘como’” – Viktor Frankl

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