Estratégias Base de Remuneração

Simone Frazão, gerente de remuneração e performance da OLX, falou um pouco sobre as Estratégias Base de Remuneração no quinto dia de RH Summit. A curadoria ficou a cargo de Jéssica Martins, que também fez contribuições importantes sobre o tema.

Simone Frazão, gerente de remuneração e performance da OLX, falou um pouco sobre as Estratégias Base de Remuneração no quinto dia de RH Summit. A curadoria ficou a cargo de Jéssica Martins, que também fez contribuições importantes sobre o tema.

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O começo da palestra foi um pouco mais conceitual, momento em que foi explicado o que é estratégia de remuneração. A palestrante explicou que essa estratégia ocorre quando a remuneração é conectada aos objetivos do negócio.

É preciso que os aspectos core do negócio sejam considerados no momento de traçar um plano de remuneração. Questões que devem ser levadas em consideração são a área que a empresa deseja tornar mais competitiva, área em que não há tanta escassez de profissionais, atribuições de cada cargo, entre outros.

Segundo Simone, é preciso pensar na área em que o profissional vai atuar, mas especialmente em como a empresa sofre impactos com determinada remuneração. O ideal é que haja uma estratégia que entenda no que a empresa deseja investir mais para crescer o negócio.

Foi abordada a questão de que a remuneração não é só o salário propriamente dito, mas também os benefícios oferecidos aos colaboradores. Um bom pacote de benefícios faz com que a empresa se torne mais atrativa e competitiva nos processos de seleção e recrutamento.

Cada vez mais as pessoas almejam folgas semanais, férias diferenciadas e flexibilização dos dias de trabalho. Não é só a remuneração que atrai os talentos, mas sim o que é oferecido para que eles tenham uma melhor qualidade de vida.

Em relação à remuneração para os profissionais de tecnologia, foi falado que esse tipo de profissional é muito concorrido. Há uma escassez de força de trabalho nessa área, de modo que os profissionais acabam tendo maior poder de escolha.

Porém, além da remuneração salarial, os colaboradores da área de tecnologia também pensam no que vão aprender dentro da empresa, tecnologias que vão utilizar, profissionais do squad em que vão atuar, entre outros fatores que vão fazer eles se sentirem atraídos pela oportunidade.

“Remuneração ajuda a tomar a decisão, mas nunca vai ser o diferencial” – Simone Frazão

Sobre a estrutura do processo de remuneração, há um esquema muito interessante com as fases que ele deve ter. Segundo a palestrante, a jornada é composta por:

  • Entender o negócio;
  • Descrever os cargos;
  • Avaliar os cargos;
  • Estruturar a carreira;
  • Realizar uma pesquisa salarial;
  • Criar a estrutura de remuneração.

É preciso entender as áreas core e os desafios da empresa. Assim, é possível alinhar a estratégia de remuneração na questão de atração e retenção de profissionais.

Não se deve definir a remuneração de acordo com o nome do cargo, mas sim pela importância que ele tem dentro da empresa.

Além disso, é interessante contar com o auxílio de uma consultoria especializada em valores. Esse tipo de parceira ajuda a definir os salários de maneira mais assertiva, de acordo com a situação atual do mercado.

Por fim, a palestrante comentou sobre a situação da pouca oferta de sistemas que ajudam o trabalho na área de remuneração. Atualmente, muita coisa é feita com a ajuda do Excel, mas ainda há muita oportunidade para melhorias nesse sentido.

Nos momentos finais da conversa, foi dito que é preciso entender que a remuneração deve ser pensada por todas as frentes, em especial junto ao RH. O setor tem um papel importante na jornada do colaborador e, por isso, deve estar engajado com a questão salarial também.

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