Entenda por que você precisa parar de fazer pesquisa anual de clima organizacional na sua empresa

O segundo dia do RH Summit contou com a participação de Cesar Nanci, co-founder e CEO da Pulses, na palestra Entenda por que você precisa parar de fazer pesquisa anual de clima organizacional na sua empresa. No painel, foi discutida a possibilidade de olhar para uma visão contínua sobre Employee Experience e seus impactos.

O segundo dia do RH Summit contou com a participação de Cesar Nanci, co-founder e CEO da Pulses, na palestra Entenda por que você precisa parar de fazer pesquisa anual de clima organizacional na sua empresa. No painel, foi discutida a possibilidade de olhar para uma visão contínua sobre Employee Experience e seus impactos.

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Inicialmente, Cesar foi perguntado sobre os motivos pelos quais as pesquisas de clima anuais não funcionam mais. Ele respondeu baseado no critério da aceleração, ressaltando o movimento dos últimos anos de olhar para as carreiras com uma velocidade grande, ressaltando as oportunidades de retenção que são perdidas com uma prática de análise tão distante temporalmente.

Com a prática clássica de clima, ele percebe que há um processo muito lento centrado no RH, com uma alta demora para ter os resultados, o que vai contra as necessidades do mundo atual, cada vez mais veloz.

Cesar observa, portanto, que a pesquisa anual está com os dias contados, acrescentando que esse fenômeno tem ligação com o perfil de pessoas no mercado que possuem experiências muito velozes – ou seja, quanto mais velocidade, mais informações em tempo real.

Isso também precisa ser refletido nas avaliações de clima, observando a importância de entender a percepção das pessoas (principal ativo da empresa) em tempo real, assim como é realizado com outros aspectos organizacionais.

Cesar ainda acrescentou que o employee experience é muito presente quando se fala em clima, já que, com a evolução, ficou muito mais fácil ouvir o colaborador de forma mais tech. O clima organizacional é, portanto, uma medida da percepção desse colaborador sobre temas da empresa, mas que, anterior a isso, existem as experiências.

Essas experiências, por sua vez, acontecem o tempo todo e se refletem na percepção do clima da empresa. É exatamente por acontecer a todo instante que não faz sentido as pesquisas serem anuais.

“Se as pessoas são importantes, a escuta contínua dos colaboradores precisa acontecer” – Cesar Nanci

 

Cesar ainda pontuou que a escuta contínua gera expectativas diferentes no colaborador, além de permitir enxergar os movimentos da cultura organizacional.

Como dica para a introdução das pesquisas contínuas em substituição às anuais, o palestrante apontou que o interessante é começar com pequenos estímulos, realizando pilotos controlados com áreas que oferecem um apoio melhor, mas também com áreas mais difíceis. Além disso, ele disse que a área operacional, por exemplo, vai conseguir sim ter uma escuta contínua. Outra dica é a sensibilização dos líderes.

A palestra também mostrou que o clima é uma responsabilidade não apenas do RH, e que uma escuta bem-realizada gera mais transparência, confiança e colaboração. Além disso, por ser uma forma diferente de análise, as pesquisas contínuas exigem formas diferentes de perguntar em relação às anuais, bem como escalas distintas.

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