Entenda com profundidade o tema “agilidade” e como levar estrategicamente este conceito para o seu RH

No primeiro dia do RH Summit, foi realizada a palestra Entenda com profundidade o tema “agilidade” e como levar estrategicamente este conceito para o seu RH.

No primeiro dia do RH Summit, foi realizada a palestra Entenda com profundidade o tema “agilidade” e como levar estrategicamente este conceito para o seu RH.

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Durante a palestra, Marcela El-Moor, sócia e fundadora da N2W, apresentou quais são os principais desafios do RH ao implementar a metodologia ágil, dando dicas de como as empresas podem contar com ela no dia a dia organizacional.

Durante a entrevista, foi comentado que as empresas costumam observar quais são as principais tendências de mercado atuais e já querem implementá-las, mas, na grande maioria das vezes, não sabem por onde começar (como, por exemplo, a implementação da metodologia ágil).

Foi observado também que, geralmente, a organização começa a adoção da metodologia ágil pelo último nível, ou seja, a partir das ferramentas, o que é um nível mais visível, mas de menor impacto em uma mudança organizacional. Assim, ao contrário disso, foi indicado que a implementação deveria, por exemplo, trabalhar a organização pelo mindset e depois pelos valores.

“Não adianta começar pelas ferramentas se a sua gestão continua sendo centralizadora” – Marcela El-Moor

Na palestra, Marcela ainda aponta que as empresas se frustram porque não trabalham a mudança estrutural e cultural necessárias antes mesmo de implementar ferramentas ágeis, sendo observado, portanto, a necessidade de separar o mindset ágil das ferramentas ágeis.

Alguns pontos também foram levantados como sendo importantes para observação: as formas de agregar valor ao cliente, como realizar melhorias contínuas e como ter flexibilidade para atender às mudanças. Esses pontos são exemplos da mentalidade ágil, sem que o uso de ferramentas seja necessário.

“O ágil não é para aplicar indiscriminadamente, mas a mentalidade pode ser aplicada em qualquer contexto” – Marcela El-Moor

Durante a palestra, ainda foi abordado que o intuito é estimular a metodologia ágil no RH. Quando o RH adere a metodologia na sua forma de trabalhar, ele parte do pressuposto da co-criação, da escuta das pessoas e do entendimento das suas dores para que assim possam ser priorizadas estratégias que façam sentido e que agreguem valor àquelas pessoas. Esse processo pode ser aplicado em qualquer área.

Por exemplo: na folha de pagamentos/benefícios, pode ser analisado o que precisa ser ajustado. A equipe de RH pode fazer isso marcando entrevistas, entendendo quais benefícios as pessoas preferem, entre outros. O objetivo é ouvir, mapear dores e ter entendimento de quais são os lugares que as pessoas possuem expectativas de mudanças para que assim possam ser criadas propostas baseadas nisso.

Também foi observado que o interessante é trabalhar com evidências. Pode-se trabalhar testando ferramentas distintas em diferentes regiões da empresa, acompanhando os indicadores do quanto está tendo impacto na rotina das pessoas. Após as testagens, é possível escolher qual ferramenta será utilizada para toda a organização. Isso é um exemplo de agilidade.

Marcela foi questionada sobre quais são as habilidades que o RH precisa ter para desenvolver a agilidade. Em resposta, ela comentou que o primeiro passo é os profissionais entenderem o que é o ágil, o que é o mindset ágil e o que isso altera na sua forma de trabalhar (ou seja, o que significa ajudar a organização a ser mais ágil).

Ela separou a questão em dois eixos: o ágil para o RH e o RH para o ágil.

O ágil para o RH é entendido como abraçar o mindset ágil, as ferramentas e os valores na forma de trabalhar e agregar valor para a organização e para o colaborador, pensando no cliente interno e externo, que consome os produtos finais, pensando, por exemplo, em como o RH gera valor para esse cliente final.

Foi apontado que essa é a grande virada de chave, uma vez que o RH foca demasiadamente no colaborador e se afasta da realidade do negócio. O RH precisa compreender o negócio e o que gera valor para os clientes e para a empresa e, assim, contribuir.

O RH para o ágil, por sua vez, é quando é possível ajudar a organização a ser mais ágil (novos designs e culturas organizacionais, processos de empoderamento e não de controle das pessoas, por exemplo).

Foi observado que o RH aprendeu a desenhar processos e políticas para maus colaboradores, isto é, para pessoas desalinhadas à cultura organizacional. Ele parte-se, portanto, de uma atitude de desconfiança na equipe, realizando um cercamento.

Na realidade, o que deve acontecer é uma gestão de pessoas que podem ser confiadas, que estão integradas à organização, empoderando-as. Aquelas desalinhadas devem ser desligadas, não adaptando toda a organização em função dessa minoria.

Outra observação citada durante a palestra foi sobre as habilidades que o RH precisa desenvolver que são importantes:

  • O entendimento do negócio, das formas de alavancá-lo, de qual produto tem mais margem e qual é o perfil do cliente;
  • O entendimento da tecnologia, essencialmente na cultura digital em que vivemos, pensando na tecnologia como facilitadora de processos;
  • A facilidade em trabalhar e tomar decisões a partir de dados, essencial para confirmar as hipóteses levantadas;
  • A facilidade em resolver problemas complexos;
  • A capacidade de ter uma aprendizagem contínua e ativa, automotivada, estando aberto ao desenvolvimento de competências novas e sendo um “ser que aprende”.

Por fim, foi pensado em como as empresas podem saber qual é o melhor momento para trazer o ágil para dentro do RH – e até mesmo sobre como se preparar para isso. Assim, foram levantados os seguintes aspectos:

  • Realizar o básico, utilizando mentalidade ágil – mas como entrar com o ágil? É essencial que o RH entenda quais são as vantagens que isso traz;
  • Entender o quão distante se está para se tornar um RH ágil;
  • Estabelecer um plano: por onde começar? É recomendado começar pequeno e ir testando.

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