Como diminuir os custos com saúde da sua empresa através da APS (Atenção Primária à Saúde)

O RH Summit recebeu novamente João Vogel, CEO e co-founder da Cuidas. Na palestra que aconteceu na tarde do terceiro dia de evento, o tema foi Como diminuir os custos com saúde da sua empresa através da APS (Atenção Primária à Saúde) e teve a curadoria de Jéssica Martins.

O RH Summit recebeu novamente João Vogel, CEO e co-founder da Cuidas. Na palestra que aconteceu na tarde do terceiro dia de evento, o tema foi Como diminuir os custos com saúde da sua empresa através da APS (Atenção Primária à Saúde) e teve a curadoria de Jéssica Martins.

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O primeiro assunto abordado foi a questão do cenário de saúde no país. Esse é o setor que o brasileiro dá mais valor e, ao mesmo tempo, o que ele está mais insatisfeito de modo geral.

Por conta do Sistema Único de Saúde (SUS) não conseguir atender todas as pessoas com qualidade devido à grande demanda, precisa-se de saúde suplementar. A grande questão é que ela é cara e não necessariamente é boa.

Além disso, o pronto-socorro não é eficiente e tão pouco resolutivo, pois acaba encaminhando as pessoas, em grande parte das vezes, para especialistas ou para fazer exames, por exemplo.

Então, surge um olhar mais atento para a saúde primária, aquela que cuida da pessoa durante toda a vida, desde o nascimento até a velhice, feita por médicos e enfermeiros de saúde, conseguindo resolver problemas em 80% a 90% dos casos.

Os profissionais que atuam na saúde primária acabam tendo todo o histórico do paciente, são mais eficazes nos tratamentos e ainda desenvolvem a confiança das pessoas. Isso faz com que elas acabem mudando hábitos do dia a dia e adquiram mais qualidade de vida.

“Saúde é o tempo todo!” – João Vogel

Foi ressaltado que, atualmente, a saúde é a maior linha de custo das empresas depois da folha de pagamento. Com isso, elas acabam sofrendo grandes impactos ano após ano com os reajustes dos planos de saúde de acordo com a inflação e a quantidade de sinistros.

Não há como tirar o benefício do plano de saúde dos colaboradores, pois ele acaba sendo um direito trabalhista. Também não é possível negociar os reajustes de forma efetiva, pois as pessoas acabam utilizando os planos com muitos desperdícios.

Dessa forma, é preciso avaliar soluções que contornem o problema e, ao mesmo tempo, sejam benéficas para os colaboradores. Isso pode ser feito por meio da coparticipação (que acaba, muitas vezes, sendo ineficiente e cara para o profissional) ou pela gestão de redes (que é muito difícil de ser escalável).

Por isso, o mercado começou a se atentar que a solução pode aparecer se a atenção for voltada para questões de médio e longo prazo. A mudança de hábitos e o aumento do autocuidado – em relação ao sono, alimentação e acesso correto à saúde por meio da saúde primária – são as melhores alternativas.

A saúde primária faz com que os colaboradores sejam mais saudáveis e produtivos dentro da empresa, além de trazer um equilíbrio para as contas.

Ainda existem grandes desafios nesse entendimento de que é importante trazer um cuidado 360º para os colaboradores, pois isso passa pela cultura da empresa (que precisa estar direcionada e focada no cuidado e preocupação com o profissional).

É necessário entender que a rotatividade faz com que seja cada vez mais difícil ter um impacto positivo nas contas com a saúde. O turnover não pode ser alto, e as empresas precisam perceber que vale a pena construir um vínculo de longo prazo com os colaboradores.

“A melhor política de retenção é ter um time de colaboradores que se sente cuidado e acolhido” – João Vogel

Para trazer a saúde primária para as empresas, é interessante contar com prestadores de serviços de qualidade. Esse tipo de serviço deve estar alinhado com as expectativas da empresa especialmente no que tange aos resultados de curto prazo, que acabam não aparecendo algumas vezes.

Os cuidados com a saúde demandam tempo. É preciso criar uma relação de vínculo com o colaborador para que a empresa comece a ver impactos significativos. Pode levar dois ou até três anos para que a redução dos sinistros e dos custos com saúde seja sentida de maneira ampla.

Para isso, a experiência com a saúde primária deve ser encantadora. Assim, é possível engajar as pessoas e fazer com que elas comecem a pensar em saúde preventiva e autocuidado.

Para isso, o RH deve estar envolvido e o time de saúde precisa estar engajado. É essencial que se utilize a inteligência de dados para melhorar o processo. As empresas especializadas devem utilizar os dados de maneira cuidadosa e diligente, levando em consideração a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Além disso, é preciso ter o entendimento de que o acesso à saúde primária não deve ser o único; o plano de saúde ainda é necessário. O que muda é que os gastos serão reduzidos, o atendimento será mais rápido e a resolutividade do atendimento será muito maior.

“Atenção primária complementa o plano de saúde, não o substitui” – João Vogel

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