Case Mc Donald’s: como formar jovens para a jornada profissional e pessoal através do primeiro emprego

Chegando ao final da tarde do quarto dia do RH Summit, uma presença ilustre foi convidada a falar. David Grinberg, VP de Comunicação Corporativa da Arcos Dorados, contou um pouco sobre o Case Mc Donald’s: como formar jovens para a jornada profissional e pessoal através do primeiro emprego.

Chegando ao final da tarde do quarto dia do RH Summit, uma presença ilustre foi convidada a falar. David Grinberg, VP de Comunicação Corporativa da Arcos Dorados, contou um pouco sobre o Case Mc Donald’s: como formar jovens para a jornada profissional e pessoal através do primeiro emprego.

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O primeiro tópico foi a relação da empresa Mc Donald’s com a questão de ser a porta de entrada para o primeiro emprego de muitos jovens. Lutar contra isso é um erro; por isso, hoje a empresa utiliza essa qualidade como estratégia para ajudar na formação dos jovens.

O desemprego juvenil é a terceira maior problemática da América Latina. Foi pensando nisso que a empresa resolveu dar a oportunidade aos jovens que precisam ingressar no mercado de trabalho.

“A gente focou em privilegiar os jovens nos nossos restaurantes” – David Grinberg

Os jovens têm muito interesse em obter mais aprendizado e possuem um espírito empreendedor forte, além de uma capacidade impressionante de se comunicar com os clientes.

A partir disso, a empresa decidiu ser mais que apenas um empregador e resolveu ajudar essas pessoas a se qualificarem e desenvolverem suas capacidades.

“A gente quer ser um grande formador de pessoas” – David Grimberg

O Mc Donald’s oferece sim a chance de ascensão profissional. Muitos executivos e indivíduos que estão em cargos de liderança na empresa começaram como atendentes. Porém, a empresa entende as pessoas que desejam sair e buscar novos objetivos e desafios profissionais.

Ao longo da palestra, foram abordados alguns insights para o que RH possa adaptar práticas que contribuam para a formação dos jovens durante o primeiro emprego.

Foi dito que essa questão é muito importante, tendo em vista que a capacitação e treinamento, assim como o acesso ao trabalho, são fatores fortíssimos de inclusão e mobilidade social.

Não é preciso ter formação para ingressar no Mc Donald’s. Afinal, muitas vezes os jovens que precisam do primeiro emprego ainda não tiveram a oportunidade de se qualificar e se desenvolver.

A empresa também conta com um programa completo de capacitação, que exige apenas o interesse dos colaboradores. Esse programa estimula os jovens por meio de atividades de formação contínua. São abordados tópicos operacionais, acadêmicos e de desenvolvimento pessoal.

Isso tudo acontece dentro da Universidade Corporativa do Mc Donald’s: a Hamburger University. Essa instituição forma cerca de 90 mil pessoas todo ano e faz com que os jovens consigam concluir diversos tipos de cursos que eles mesmos optaram por fazer.

Para isso, são gastos mais de R$ 50 milhões em treinamentos oferecidos e na viabilização de diversos tipos de programas de educação. Esse investimento é realizado para ajudar esses jovens e fazer com que eles saiam da empresa muito mais qualificados do que quando entraram.

Outro ponto importante abordado na palestra foi a questão do turnover. Com a alta rotatividade de profissionais, a empresa acabou tendo que utilizar o turnover não como um problema, mas sim como uma oportunidade.

Os jovens, atualmente, desejam ser youtubers, artistas ou empreendedores, e isso é absolutamente normal. A empresa fica satisfeita em contribuir com a sua formação enquanto eles estão lá. Depois, uma nova leva de jovens é recebida para se capacitar e também conseguir os empregos que almejam.

Tudo isso é feito de maneira estratégica. É claro que a empresa não estimula o turnover, mas o reconhece como sendo uma questão normal e que deve ser aproveitada para promover ainda mais capacitação. Curiosamente, quando o Mc Donald’s assumiu essa postura, o turnover passou a diminuir.

Além disso, é feito um trabalho forte de desenvolvimento profissional com o jovem que entra na empresa. Isso permite que, quando ele resolver sair, ele fale bem da organização, promovendo a imagem da empresa perante a sociedade e melhorando a reputação do negócio.

Os principais fatores de saída da empresa, atualmente, são a questão da busca por outras colocações que estejam mais ligadas aos objetivos profissionais dos jovens e a procura de outras empresas pelos profissionais do Mc Donald’s.

Além disso, algumas pessoas saem por questões salariais, dificuldade de adaptação à dinâmica dos restaurantes, entre outros motivos. Cada profissional tem uma questão diferente que faz com que ele busque outros caminhos e desafios.

O treinamento é feito “on the job”, ou seja, o profissional é inserido no restaurante e passa por uma rotação em todas as atividades do local. Isso acontece com a ajuda de um profissional chamado “treinador”, que ajuda o colaborador a se ambientar e conhecer as atividades.

Além disso, os novos funcionários recebem uma carga de treinamentos sobre habilidades de liderança, questões socioemocionais, trabalho em equipe, dinâmica do restaurante, atendimento ao cliente, entre outros. Essa segunda parte do treinamento é feita on-line.

As empresas devem se colocar no lugar de formadores de profissionais. Os jovens precisam receber o apoio de boas lideranças para que tenham uma experiência positiva de trabalho – especialmente no primeiro emprego.

“Nós, como RH, temos um potencial de contribuir muito para as pessoas” – Jéssica Martins

A mensagem final do palestrante foi um apelo para que as empresas confiem nos jovens e deixem que eles mostrem o seu valor dentro das organizações. Eles contribuem muito para o sucesso das empresas e têm muito a oferecer.

“Ao contratar os jovens, deixem eles ser eles mesmos!” – David Grinberg

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