Benefícios flexíveis são vistos como um diferencial no processo de escolha dos colaboradores

Aline Garcia, Head de RH do Elo7

Aline Garcia, Head de RH do Elo7, conta como é importante dar ao colaborador o poder de escolha e o impacto social que isso causa.

Aline Garcia, ou Li Garcia, como gosta de ser chamada, Head de RH do Elo7, bateu um papo com a Flash sobre a sua trajetória profissional, suas experiências no setor de Recursos Humanos (RH) e sobre a sua relação com os benefícios flexíveis.

A profissional é psicóloga e descobriu que gostaria de cursar Psicologia aos oito anos de idade. Quando questionada sobre quem seria ela, logo vem a resposta: “Eu sou tanta coisa – sou tudo e nada!”. 

Apaixonada pelas artes, Aline dá insights importantes sobre a realidade do Elo7, as dores e preocupações do setor de RH da empresa, ao mesmo tempo em que fala sobre seus propósitos pessoais e de como os seus valores precisam estar alinhados com o dia a dia organizacional.

Confira abaixo a entrevista na íntegra concedida pela especialista à Flash!

Flash. Aline, conte um pouco sobre o seu histórico profissional: por quais outras companhias você já passou?

Aline Garcia. Estamos onde as nossas escolhas levaram a gente. Quando eu era criança, tinha uma expectativa de trabalhar na área clínica e social, e não na área organizacional, na qual estou agora. Fiz essa escolha muito por conta da parte financeira, para construir um patrimônio. Mas não imaginei que eu fosse me apaixonar. Só fui perceber isso em um momento de grande decepção com a área, em que eu percebi que o que eu fazia não estava mais ressoando com o meu propósito. 

Tirei um período de trabalho na área social, por quatro anos, como diretora de uma ONG – lugar em que pude crescer muito como ser humano. Durante esse tempo, surgiram muitas oportunidades e convites de voltar para as empresas. E foi quando apareceu o convite do Elo7, onde estou há sete anos. 

Esse convite de voltar para a área organizacional fez muito sentido, já que a minha missão é transformar a empresa em ambientes humanizados. E o Elo7 está alinhado com os meus valores. Eu falo que trabalhar lá gera um impacto social muito grande. 

Brinco que eu trabalho não só para colocar comida na minha mesa e no pote de ração do meu cachorro (risos), mas fazemos isso na vida de mais de 50 mil vendedores que sobrevivem da arte deles – já que o Elo7 é um marketplace de produtos criativos com propósito e que contam histórias.

Eu trabalho em um lugar que gera impacto na vida de outras pessoas, para além dos 180 colaboradores (e famílias) que tenho hoje. Entre elas, a minha. Foi nesse momento que senti o desejo de voltar, há sete anos. 

Eu fui para o Elo7 para implantar o RH. Comecei sozinha, meu time foi crescendo, e hoje somos em oito pessoas. E isso vai crescer ainda mais. Nosso time de colaboradores também deve se expandir. Então, tudo isso são coisas que fazem com que eu me sinta atrelada àquilo que eu amo fazer, com o meu propósito de vida e impacto social que temos na vida das pessoas. Essa é a Aline, isso é o que eu faço hoje! (risos).

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Conte uma história ou um case profissional que vai inspirar outros RHs a alcançarem os seus desafios profissionais. 

O que posso citar como case é ter começado do zero por lá. Tenho oito pessoas no meu time, mas, até dois anos atrás, éramos três fazendo muitas coisas incríveis. O que me deixou feliz é saber que fizemos uma estrutura com fluxo, processo e sem burocratizar, com um perfil extremamente flexível, e entregamos de forma muito redonda. 

O que atribui o sucesso para mim é exatamente a nossa coerência – quando a atitude está alinhada com a fala. Em toda a minha carreira, eu nunca vi isso em lugar nenhum, só no Elo7, e para mim isso é coerência, ou seja, falar e fazer aquilo que é dito.

O que me orgulho de falar do Elo7 é que fizemos um trabalho com consistência, respeitando e valorizando as pessoas, sem burocratizar, seguindo a lei e tornando-se uma empresa humana. Trabalhamos com pessoas e para pessoas, embora sejamos uma empresa de tecnologia. Começamos de dentro, e isso expande. Uma decisão que tomamos impacta a vida do meu colaborador e da sua família. Quando durmo, quero estar tranquila de que fiz o melhor que poderia ser feito. 

Não há case maior do que este: saber que a gente faz o melhor que podemos, com os recursos que temos, com coerência, transparência e responsabilidade. O que eu aprendo com isso é que a gente não erra por ser correto, por ter respeito, por ser coerente e transparente.  

Trazendo um case mais objetivo, logo que eu entrei no Elo7 e comecei a implementar o RH, queríamos fazer uma pesquisa de clima para entender as nossas fortalezas e o que deveríamos mudar ou fazer. 

Eu tinha uma resistência a fazer uma pesquisa do clima naquele momento, receosa de criar uma expectativa que não tínhamos como suprir. Pensei, então, em uma solução: nos inscrever no Great Place to Work ou na Você S/A. Fizemos a inscrição, optando pela Você S/A, sem pretensão de sair na lista das melhores empresas para trabalhar.

Mas fomos eleitos! Ficamos em terceiro lugar, e foi incrível! Conquistamos sem nenhuma pretensão. Além disso, ficamos também em primeiro lugar no ranking da Love Mondays, na categoria PME.

Para gente não importa o título, mas, sim, se aquilo que estamos fazendo está gerando impacto na vida das pessoas que trouxeram o Elo7 para onde ele está hoje. Essa é a nossa maior conquista. 

Como você conheceu a Flash? 

Eu amo essa Flash, você não tem ideia! (risos). Participamos da construção do produto [Flash], por isso tenho esse carinho. Foi muito rico para mim participar do nascimento desse benefício, porque é algo totalmente inovador, que não tinha no mercado até então, e era uma necessidade que tínhamos. E fomos aprimorando a ideia.

Quando estávamos no escritório, fomos crescendo, alugando mais andares e construímos uma área de convivência, com refeitório. Tínhamos muitos colaboradores que levavam comida, o que foi aumentando. Eles gostavam de estar ali. Eles queriam ficar juntos, em convivência. 

Percebi, então, que dar a opção de escolher entre vale-alimentação ou refeição faria mais sentido, mas a logística ficava muito ruim com o meu antigo fornecedor. Eu queria que o meu colaborador escolhesse como ele iria gastar o dinheiro dele, de maneira fácil e com a oportunidade de usar o benefício da melhor forma. 

Os fornecedores mais obsoletos não conseguiram trazer essa solução, sem descaracterizar o benefício. Eu gostaria que fosse algo legal, que não expusesse a empresa a nenhum tipo de risco, mas que desse ao colaborador o que ele achava que fosse melhor para ele – mais flexível e democrático.

Fomos desenvolvendo e chegamos ao cartão Flash, em que o colaborador escolhe a melhor forma para ele. Para mim, é o melhor benefício que temos no Elo7, a galera ama! Se eu falar para os colaboradores que vamos voltar para o antigo fornecedor, a casa cai! (risos).

Eu tenho casos de colaboradores que disseram que receberam outras propostas, mas que não aceitaram porque não tinha a Flash. Eu, inclusive, já até trouxe outros candidatos, que estavam em disputa com outras empresas, por causa da Flash. Acho que não preciso falar mais nada, né? (risos).

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