A importância de contar com a diversidade na empresa

A primeira palestra do quarto dia do RH Summit trouxe um tema que vem se destacando no evento: A importância de contar com a diversidade na empresa. A curadoria da palestra foi feita por Marc Tawil e a palestrante convidada foi Daniele Botaro, head of diversity & inclusion na Oracle.

A primeira palestra do quarto dia do RH Summit trouxe um tema que vem se destacando no evento: A importância de contar com a diversidade na empresa. A curadoria da palestra foi feita por Marc Tawil e a palestrante convidada foi Daniele Botaro, head of diversity & inclusion na Oracle.

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A apresentação da palestrante “Bom dia a todos, todas e todes!” iniciou a primeira discussão do dia: a linguagem neutra e inclusiva. Foi abordado que, muitas vezes, as pessoas não sabem exatamente quando devem ou não utilizar essa linguagem.

Uma boa alternativa para isso é avaliar as situações. Existem momentos em que grupos maiores e mais diversos são atingidos e, por isso, favorecem o uso da linguagem neutra. Em grupos menores, fica a cargo do interlocutor falar desse modo ou não.

Além disso, a palestrante proporcionou um momento muito interessante de inclusão, quando descreveu o ambiente em que estava. Isso é feito para que pessoas com deficiência visual, por exemplo, possam estar mais integradas com o que ocorria na palestra.

Em relação às mudanças que vêm ocorrendo no mundo, em especial no mundo corporativo, já é possível ver um movimento acontecendo em favor de pautas de diversidade e inclusão, mas o processo ainda é lento.

“A mudança é lenta e mas o barulho é rapido!” – Daniele Botaro

Já existe um barulho muito grande por parte das maiorias minorizadas e das empresas. Há clientes que fazem questão de colocar nos contratos que fazem com outras empresas que é preciso que haja diversidade e uma atuação alinhada com políticas de diversidade e inclusão.

Dessa forma, ficou claro que o movimento vem de todos os lados. A caminhada é gigantesca, mas é preciso acelerar o movimento, pois as pessoas, e até as empresas, não esperam mais para ver transformações!

O assunto chegou até a questão geracional e como ela influencia no dia a dia das empresas. Isso está muito em voga, pois há uma grande diversidade geracional dentro das corporações. Muitas vezes, cinco ou seis gerações convivem em um mesmo ambiente de trabalho.

Existem muitos profissionais da geração millenium liderando profissionais da geração baby boomers. O crescimento da geração Z também é muito elevado. Dessa forma, é preciso ter um trabalho focado para não perder esse mix de competências que as gerações trazem.

A expectativa para 2025 é que 75% da força de trabalho seja composta por pessoas da geração millenium. Então, é preciso preparar as empresas para que esses profissionais possam ser recebidos da melhor maneira possível e as organizações não percam os talentos dessa geração.

Ao longo da conversa, também foi abordada a questão da diferença entre inclusão e diversidade. Na opinião da palestrante:

“Diversidade é sobre números, e inclusão é fazer com que esses números importem” – Daniele Botaro

É preciso que as empresas tenham grupos diversos, que tragam as próprias ideias, inovação, insights… Porém, para que a inclusão ocorra de fato, deve-se dar espaço e meios para que essas pessoas possam fazer suas contribuições.

A palestrante cita o exemplo de um processo de seleção de estágio às cegas em que, na última fase, os candidatos foram até a empresa. Um deles tinha deficiência visual. Ele foi aprovado no processo, mas não conseguiu se encaixar nas áreas que a empresa o colocou.

A partir disso, a equipe conversou com uma colaboradora da empresa, que também tinha deficiência visual, e integrou esses dois profissionais. Nesse momento, o estagiário deslanchou profissionalmente, pois pode conviver com uma liderança que o incentivava, exigia e entendia os meios para que ele pudesse dar o seu melhor.

Ao final do estágio, ele foi contratado. Isso deixa claro que não adianta trazer diversidade para dentro das empresas se elas não preparam o ambiente para receber e desenvolver as diferenças da melhor maneira possível.

Em relação aos primeiros meses de pandemia, a questão para as mulheres de todo o mundo (em especial aqui no Brasil), foi mais complicada. A carga delas acaba sendo maior, já que contam com mais atribuições no lar na maioria das vezes e, majoritariamente, ganham 25% a menos do que os homens no nosso país.

Dessa forma, ao tomar uma decisão financeira sobre quem deveria continuar trabalhando e quem deveria ficar em casa cuidando dos filhos, tendo em vista o fechamento das escolas, a decisão pendeu para o lado das mulheres.

Outro desafio importante que a pandemia causou foi a questão das áreas em que muitas mulheres atuam. Serviços e eventos, por exemplo, ficaram muito prejudicados, fazendo com que muitas mulheres ficassem sem postos de trabalho.

Por fim, abordou-se o fear of returning to the office (FORTO), e como isso pode afetar os profissionais no pós-pandemia. A palestrante disse que acredita em um modelo híbrido de trabalho, em que o escritório é utilizado para criação, ideias, resolução de problemas e discussão de novos projetos.

No entanto, o home office continua e, para que esse modelo funcione, é preciso que as empresas se preparem para recebê-lo – o que pode ser feito, especialmente, por meio de recursos de tecnologia.

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